segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Entre as 100 melhores

USP está entre as 100 melhores universidades do mundo em mais um ranking

A USP ocupa posição de destaque em mais um ranking internacional de Universidade. No Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities 2012, elaborado pelo National Taiwan University Ranking (NTU Ranking) e divulgado no dia 10 de outubro, a USP subiu 25 posições em relação a 2011, passando da 78ª para a 53ª posição em 2012.
Esse ranking avalia e ranqueia a produção científica de 500 universidades no mundo todo, tendo como base três importantes critérios – produtividade, impacto e excelência da pesquisa. O sistema de ranqueamento foi desenvolvido para avaliar a performance acadêmica de universidades de pesquisas e dimensionar suas conquistas no que tange à produção científica, comparando a qualidade e a quantidade das pesquisas produzidas por cada universidade. A seleção das universidades é feita a partir da base de dados do Essential Science Indicators (ESI). Até o ano passado, esse ranking era divulgado pelo Higher Education Evaluation and Accreditation Council of Taiwan (HEEACT).
Nesse ranking, que também classifica as instituições por área do conhecimento, a USP registrou crescimento significativo na classificação geral, de 2011 para 2012, nos seis campos avaliados: Agricultura (passou da 25ª colocação para a 21ª), Medicina (da 105ª posição para a 73ª), Engenharia (da 113ª para 105ª), Ciências da Vida (de 87ª para 63ª), Ciências Sociais (da 175ª para 138ª) e na área de Ciências Naturais, na qual a USP passou da 79ª posição, em 2011, para a 59ª, em 2012.
Na avaliação por áreas de concentração, a USP teve boa avaliação nos 14 itens considerados, dentre as 300 instituições classificadas: Ciências Agrícolas (7ª posição), Ecologia e Meio Ambiente (81ª), Zoologia (23ª), Ciência da Computação (108ª), Engenharia Química (45ª), Engenharia Civil (86ª), Engenharia Elétrica (150ª), Engenharia Mecânica (131ª), Ciência dos Materiais (143ª), Farmacologia e Toxicologia (23ª), Química (61ª), Geociências (92ª), Matemática (52ª) e Física (82ª). Em todas as áreas avaliadas, tanto nas gerais quanto nas específicas, a USP foi classificada como a melhor universidade brasileira.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vampiros no Ambiente de Trabalho?

 
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Por Meiry Kamia

“Prezada Meiry,(...) comecei a perceber que quando chego no trabalho eu até que estou bem, mas depois de um tempo, começo a ficar cansada, mas é fisicamente cansada, entende? A empresa em que trabalho está demitindo muita gente, o que tem tornado o clima por aqui muito pesado. As pessoas estão reclamando bastante. Li seu texto sobre como produzir energia positiva e gostaria de saber se minha questão também tem a ver com energia e o que eu poderia fazer para me proteger. Obrigada. (A.M.T., empresa XXXX).”
O que nossa leitora nos coloca em seu e-mail tem sim a ver com a questão das energias. Algumas pessoas ou situações realmente “sugam” a nossa energia. Saiba mais sobre como se proteger dos “vampiros energéticos”, CLICANDO AQUI.

MEIRY KAMIA - Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional. Site: www.meirykamia.com;
contato: contato@meirykamia.com

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Medos que paralisam o mundo corporativo (Meiry Kamia)

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Por Meiry Kamia

E mais uma vez Sérgio sentia aquelas sensações horríveis, mãos suando, taquicardia, um frio na barriga, um bolo na garganta, uma vontade de sair correndo, mas a consciência de que precisava ficar.
Era sempre a mesma coisa. Aos 33 anos, Sérgio não conseguia controlar suas emoções toda vez que precisava falar em público, principalmente quando estava presente toda a diretoria.
Sérgio era uma pessoa muito observadora e interessada. Durante o tempo que permanecera na empresa conseguira detectar as causas dos problemas mais importantes e pensara em algumas soluções possíveis e práticas. Gostara de suas idéias, mas precisava de uma oportunidade para explicitá-las.
E aquela reunião, em especial, poderia decidir seu futuro profissional, mas as sensações físicas não permitiam que Sérgio se concentrasse e organizasse suas idéias e definisse o melhor momento para falar.
Foi quando um dos diretores solicitou que os participantes dessem sugestões de como solucionar os problemas da empresa. Nesse momento, a onda na barriga de Sérgio piorou, seu estômago parecia sair pela boca, sua mente deu “um branco”, seu corpo simplesmente congelou e sua boca não abria. Ele simplesmente não conseguia por para fora todas as idéias nas quais pensara durante dias! Foi quando passou a ouvir alguns colegas de trabalho sugerindo, de forma muito primitiva, algumas das idéias que ele mesmo já havia pensado e elaborado de forma muito mais rica.
Quando Sérgio, finalmente, conseguiu se controlar, só havia sobrado uma mísera idéia. A forma ideal de “vender” a idéia e o momento do impacto já haviam se passado. E Sérgio, mais uma vez, frustrado, teve que esperar um novo momento para mostrar sua competência.
O problema de Sérgio não é sua competência técnica, domínio ou conhecimento sobre seu trabalho, mas sim, a falta de competência emocional, ou seja, a falta de capacidade para controlar suas emoções... (CONTINUA)


para ler o texto na íntegra CLIQUE AQUI


Sistema do Acervo Banco do Software

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prejuízos que a raiva traz ao trabalho

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Por Meiry Kamia
Maurício estava com os nervos à flor da pele! Discutira com a esposa logo cedo, chegara atrasado à reunião com a chefia, onde descobriu uma falha no sistema por conta de um erro de sua equipe. “Droga! que mais falta acontecer?” pensou irritado. Olhou no relógio. Estava atrasado novamente. Entrou apressado no carro. Era a primeira visita naquele cliente. Não poderia chegar atrasado. Calculou rapidamente o trajeto. Se desse sorte em 20 minutos ele conseguiria chegar. Foi pela pista da esquerda, de repente, um carro entrou na sua frente. Maurício sentiu o sangue subir! “Filho da...!” gritou. “Isso não vai ficar assim!” pensou. Espremeu o volante com os dedos, os músculos da face se fecharam, num impulso, meteu a mão na buzina, acelerou quase colando no carro da frente. O carro da frente foi freando, forçando Maurício a parar o carro. Um homem corpulento saiu do carro da frente em direção a Maurício. A raiva de Maurício aumentou ainda mais “quem ele pensa que é? Tá me enfrentando?” pensou. Num ímpeto, Maurício saiu do carro e os dois se atracaram no meio da rua. Resultado: Maurício perdeu a reunião importante e ainda ganhou alguns hematomas.
Muitas vezes, a raiva nos faz agir de forma impensada, nos levando a desfechos negativos. Num momento de raiva, pessoas podem falar o que não devem, tomar decisões precipitadas, como pedir demissão, por exemplo, e se tornar agressivos, gerando prejuízos a si próprios, para os envolvidos, e para a própria empresa... (CONTINUA)

APRENDA A CONTROLAR A RAIVA NO TRABALHO, CLICANDO AQUI!

camisapb_azul01.jpg MEIRY KAMIA Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional.

Site: www.meirykamia.com;

contato: contato@meirykamia.com
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USP - Times Higher Education

A USP subiu vinte posições no ranking do Times Higher Education, passando da 178ª para a 158ª posição. A USP é a única universidade brasileira e latino-americana a figurar na classificação. Esta é a melhor posição alcançada pela Universidade desde que o ranking foi criado, em 2004: em 2005, ocupou a 196ª posição; em 2007, a 175ª e, em 2008, a 196ª classificação.
“A melhora significativa da USP em termos de posicionamento global e regional comprova que a grande maioria dos professores, funcionários técnico-administrativos e alunos está no caminho certo: preocupação crescente com  a qualidade do ensino, pesquisa e extensão dos serviços à comunidade; interdisciplinaridade; coesão; e ênfase na internacionalização”, destaca o reitor da USP, João Grandino Rodas, ressaltando que “as políticas adotadas recentemente começam a dar resultado”.
O reitor cita comos exemplos o Programa de Apoio à Pesquisa, que está em sua terceira edição; os programas voltados para graduação, pós-graduação, cultura e extensão universitária; a valorização dos recursos humanos da Universidade, com a implementação de um novo plano de carreira para os servidores técnico-administrativos e da progressão horizontal na carreira docente; melhoria da infraestrutura dos campi, fomento à internacionalização, entre outros.
O ranking britânico do Times Higher Education é um dos mais importantes rankings mundiais de universidades, desenvolvido em conjunto com a base de dados da Thomson Reuters. A avaliação é feita a partir de 13 indicadores, de acordo com cinco categorias — ambiente de ensino, inovação, internacionalização, pesquisa (volume, investimento e reputação) e citações (influência da pesquisa).
O The Times já havia classificado a USP  entre as 100 universidades com melhor reputação de todo o mundo. No 2012 World Reputation Ranking, divulgado no dia 14 de março deste ano, a USP foi a única universidade brasileira e latino-americana a figurar nessa classificação, ficando na posição 61-70. O grupo das 100 universidades com melhor reputação, com instituições de ensino superior de 19 países, representam 0,5% do total das universidades mundiais. Esse ranking é uma vertente da classificação anual das universidades.
O World Reputation Ranking se baseia nos resultados de consultas realizadas junto a mais de 17.500 mil acadêmicos de mais de 135 países. O ranqueamento das instituições é elaborado tendo como principal critério a excelência na pesquisa e no ensino. Os pontos para avaliar a reputação são referentes ao número de vezes que uma instituição foi citada pelos entrevistados como sendo a melhor em seus respectivos campos de conhecimento.
Posição de liderança internacional
A USP tem tido posições de destaques nos principais rankings internacionais de universidades. Na versão mais recente do QS World University Rankings, divulgado no início de setembro, a USP subiu trinta patamares, passando a ocupar a 139ª posição na classificação geral.
Neste ranking, são consideradas 2.000 universidades e avaliadas 700, resultando no ranking das 400 melhores classificadas. Os principais critérios são reputação acadêmica, reputação entre os empregadores, citações por área (tendo como referência a base de dados SCiVerse Scopus), estudantes por área, proporção de alunos estrangeiros e proporção de áreas internacionais.
A edição 2012 do ranking Academic Ranking of World Universities (ARWU), divulgado em agosto, pela Shanghai Jiao Tong University, posicionou a USP entre as 150 melhores universidades do mundo. São utilizados seis indicadores para classificar as universidades, incluindo o número de ex-alunos e docentes ganhadores de Prêmios Nobel, número dos pesquisadores mais citados, selecionados pela Thomson Scientific (base de dados da Thomson Reuters), número de artigos publicados nas revistas Nature e Science, número de artigos indexados no Science Citation Index – Expanded e Social Sciences Citation Index (vertentes do Web of Science, base de dados da Thomson Reuters) e a performance de pesquisa per capita relativa ao tamanho da Instituição.
Também divulgado em agosto, o SCImago Institutions Rankings (SIR) World Report, ranking espanhol anual elaborado pelo laboratório de pesquisa SCImago Lab, ligado ao Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), classificou a USP na 11ª posição, duas à frente da edição passada. Nesse ranking, os principais critérios são indicadores para avaliar as pesquisas no que tange ao impacto científico, especialização temática, quantidade de publicações e colaboração internacional com redes de outras Instituições.
No ranking Webometrics, a USP passou da 20ª posição, no primeiro semestre deste ano, para a 15ª posição, no ranking divulgado no mês de julho. Este ranking mensura dois aspectos principais – o tamanho da universidade na web e a visibilidade da universidade na internet, representada pelo número de links que o site da universidade tem com outros sites ou diretórios.
Reconhecimento nacional
No recém-lançado Ranking Universitário Folha, elaborado pelo jornal Folha de S. Paulo, a USP apareceu como a melhor universidade do Brasil. A metodologia utilizada foi baseada nos rankings internacionais e adaptada ao contexto brasileiro. A classificação foi divulgada em setembro.
Foram classificadas 232 instituições de ensino superior brasileiras, sendo 41 faculdades e centros universitários e 191 universidades – instituições com foco em pesquisa e autonomia de ensino, conforme definição do Ministério da Educação (MEC).  Já os indicadores de reputação no mercado de trabalho e de qualidade de ensino foram desenvolvidos a partir de entrevistas feitas pelo Instituto de Pesquisa Datafolha com pesquisadores e com executivos de recursos humanos.
fonte: Sala de Imprensa USP

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

USP é primeira ibero-americana em ranking de produção científica (fonte IG SP)

Universidades brasileiras são destaque no levantamento realizado pela Scimago Lab

A Universidade de São Paulo (USP) é a primeira colocada na terceira edição do ranking Ibero-Americano SIR de instituições de ensino superior que publicaram pelo menos um artigo científico indexado na base de dados Scopus no período de 2006 a 2010, realizado pela Scimago Lab. O ranking utiliza quatro indicadores que avaliam o rendimento científico de 1.401 instituições.

Leia também: USP é universidade que mais forma doutores no mundo
Universidades brasileiras são destaque no ranking, ocupando quatro posições entre as 10 primeiras. O topo da lista foi alcançado pela USP com um índice de 44.610 no indicador de produção científica, que mede o número de documentos publicados por cada instituição. A Universidad Nacional Autónoma de México vem em segundo com 18.350.
A terceira posição entre os países ibero-americanos ficou com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 16.154 de produção científica, seguido pela Universitat de Barcelona (15.290), Universidade Estadual Paulista, Unesp (15.047) e Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ (13.560).
Além da produção científica, são analisados no levantamento a taxa de colaboração internacional, a qualidade científica média e a taxa de publicação em revistas de prestígio, que indicam, respectivamente, o grau de internacionalização, a visibilidade científica e a capacidade que têm as instituições de ensino superior para publicar nas revistas com mais prestígio.
Completam a lista das 10 primeiras quatro universidades da Espanha: Universitat Autònoma de Barcelona, Universidad Complutense de Madrid, Universitat de Valencia e Universitat Politècnica de Catalunya. A Universidade do Porto é a primeira portuguesa, em 11º, e a Universidad de Buenos Aires a primeira argentina, em 14º.

Destaque internacional: Para 'Economist', USP é exemplo único na América Latina
Das 100 instituições de ensino superior com melhor colocação no ranking, 29 são do Brasil – o México vem em segundo, com 14. Entre as 100 instituições da América Latina, o Brasil responde com quase metade, 48.
No mundo
No SIR World Report 2012, que avalia 3.290 instituições no mundo, a USP está atrás apenas da Universidade Harvard (Estados Unidos), do Instituto Max Planck (Alemanha) e das universidades de Tóquio (Japão), Toronto (Canadá) e Tsinghua (China) entre as institituições de ensino superior – não considerando as academias de ciência e centros nacionais de pesquisa. O Brasil se destaca como um dos países que mais cresceu, chegando 10ª posição com 104 instituições avaliadas.
O SCImago Institutions Rankings é um projeto de avaliação da investigação científica em universidades e instituições de pesquisa desenvolvido pelo grupo SCImago a partir da base de dados Scopus da Elsevier, resultado do acordo de colaboração entre as entidades.

*Com informações da Agência Fapesp
Marcos Santos/USP
Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Feira de doação de cães e gatos:

Neste sábado, o Grupo de Controle de Animais Abandonados no Campus (GCAA), ligado à Prefeitura do Campus USP "Luiz de Queiroz" (PUSP-LQ), promoverá a Feira de doação de cães e gatos, onde poderão ser adotados animais abandonados no Campus.
Feira de doação de cães e gatos:
Data: 25 de agosto (sábado)
Horário: das 10h às 16h
Local: estacionamento ao lado do Edifício Central
Informações com Laís Menossi, pelo e-mail lais.menossi@usp.br .

Universidades americanas fazem 'ofensiva' por alunos no Brasil (fonte: notícias Terra)

A Universidade do Norte do Texas (UNT) é uma das instituições dispostas a atrair estudantes brasileiros. Foto: Universidade do Norte do Texas/BBC Brasil A Universidade do Norte do Texas (UNT) é uma das instituições dispostas a atrair estudantes brasileiros
Foto: Universidade do Norte do Texas/BBC Brasil


O Brasil receberá no fim deste mês a maior missão de universidades americanas de todos os tempos, o mais expressivo cortejo dessas instituições para atrair alunos brasileiros para seus corpos discentes.
Entre 30 de agosto e 5 de setembro, 66 universidades dos Estados Unidos participarão de feiras estudantis em Brasília, São Paulo e Rio, dez a mais que o grupo que viajou recentemente para a Indonésia e o Vietnã, até então a missão mais numerosa.
Recentemente alçado à posição de 6ª maior economia do planeta, com uma população de poder aquisitivo crescente, precisando investir em qualificação da mão-de-obra e inovação, e com dinheiro em caixa para tal objetivo, o Brasil já virou alvo da estratégia de atração de talentos de instituições de ensino estrangeiras.
Em maio, o País recebeu uma missão de universidades canadenses, e nesta semana a prestigiosa Universidade de Oxford, na Inglaterra, enviou seu alto escalão a São Paulo para anunciar a concessão de uma nova linha de bolsas integrais financiadas com dinheiro do governo federal brasileiro.
"Vivemos num mundo cada vez mais interconectado e as universidades estão reconhecendo que precisam estar engajadas internacionalmente. Quando você pensa nos países com os quais é preciso construir um relacionamento, o Brasil entra na lista de todo mundo", disse à BBC Brasil o subsecretário americano de Comércio dos Estados Unidos, Francisco Sánchez, que vai liderar a missão americana.
A visita está sendo encabeçada pela agência de promoção de exportações americana porque, do ponto de vista americano, cada estudante brasileiro está comprando um serviço exportado pelos Estados Unidos.
Mas neste caso, lembra a secretária brasileira de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, as ligações "incorporam parcerias dos dois lados". "Há uma convergência com o interesse brasileiro de manter contato com sistemas educacionais competitivos em termos de tecnologia e inovação, nosso interesse em estabelecer parcerias em áreas prioritárias e nosso interesse em que pesquisadores brasileiros possam ter treinamento especializado no exterior", disse a secretária à BBC Brasil.
Abocanhando espaço
A área educacional foi a que mais recebeu atenção durante a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos em abril. A presidente enfatizou o programa Ciência Sem Fronteiras, cuja meta é custear 100 mil bolsas de estudo nas áreas científicas até 2015, a maioria para estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior. Os Estados Unidos querem receber entre um quinto e metade desses bolsistas.
No período letivo que começou no outono de 2010 e terminou no verão de 2011, as universidades americanas tinham cerca de 8,7 mil brasileiros matriculados. O número representa um aumento de 23% em relação ao número de cinco anos antes, mas tem permanecido quase inalterado nos últimos três.
Em comparação, o número de chineses não parou de subir: aumentou 89% em cinco anos, saltando de menos de 68 mil estudantes para quase 128 mil. Já os indianos, que um dia já tiveram a maior presença nas universidades americanas, tiveram um aumento de 25%, para 104 mil matriculados.
"Uma razão que explica o maior número de chineses e indianos nas nossas universidades é a questão demográfica. Mas os programas de bolsas de estudo têm muita influência", disse à BBC Brasil o diretor do setor internacional da Universidade do Norte do Texas (UNT), Pieter Vermeulen.
Desde 2009, Estados Unidos e China mantêm uma iniciativa bilateral chamada 100.000 Strong (algo como "Fortes como 100 mil", em tradução livre), cujo objetivo é levar 100 mil alunos americanos a estudar no país asiático.
Em maio de 2011, o presidente Barack Obama anunciou a mesma parceria para as Américas, com o objetivo de ter 100 mil alunos americanos estudando nos países latino-americanos, e mesmo número de estudantes viajando no sentido contrário.
"Estamos nos focando no Brasil porque esperamos que o Ciência Sem Fronteiras possibilite que mais estudantes, que antes não podiam vir estudar nos Estados Unidos, agora venham", disse Vermeulen.
Valor agregado
A intensa agenda educacional responde diretamente aos esforços, no norte e no sul do continente, para agregar valor à relação bilateral das duas principais economias hemisféricas.
As trocas entre Brasil e Estados Unidos somaram US$ 60 bilhões em 2011 e corresponderam a cerca de 12% do total de intercâmbios do Brasil com o mundo. Foi um valor menor que o trocado com a China (US$ 77 bilhões).
Entretanto, por trás destes números estão agendas comerciais bem diferentes. Enquanto a relação comercial do Brasil com a China se baseia principalmente no comércio de commodities, com os Estados Unidos é mais forte a presença de produtos agregados, uma tendência que o governo brasileiro pretende estimular.
Tatiana Prazeres diz que considera os Estados Unidos como "o grande destaque da balança comercial do Brasil em 2012". No acumulado de janeiro a julho, as exportações do Brasil para o vizinho do norte cresceram 16%. Já somam quase US$ 35 bilhões. Ao mesmo tempo, as exportações totais do país para o resto do mundo registraram uma pequena queda de 1,7%.
"Em um ano marcado por uma crise internacional aguda, em que o comércio mundial cresce num ritmo bastante lento, esse crescimento das exportações do Brasil para os Estados Unidos é bastante expressivo", diz a secretária de Comércio Exterior. Mesmo excluindo-se o petróleo, item de commodity que teve alta no mercado internacional, as demais exportações subiram 13%.
Durante o mesmo período, o déficit comercial do Brasil se reduziu de US$ 4,6 bilhões para US$ 2,5 bilhões, mostrando que as exportações brasileiras, entre as quais estão manufaturados como motores para gerar energia eólica, mantiveram seu valor.
"As exportações de produtos de maior valor agregado para os Estados Unidos crescem e contribuem para o resultado positivo do nosso comércio", observa. Abrindo portas. A expectativa é de que o maior volume de intercâmbios educacionais reforce esta dinâmica.
No curto prazo, as iniciativas reforçariam a "conta" americana de educação e treinamento, que já estão na lista dos dez principais produtos de exportação dos Estados Unidos.
Há mais de 690 mil estudantes estrangeiros matriculados nas universidades americanas, que contribuem com um valor estimado em US$ 21 bilhões para a economia, entre gastos com mensalidades e custeio de vida. Estima-se que os brasileiros contribuam com US$ 257 milhões deste total.
Entretanto, no longo prazo os intercâmbios têm efeitos "que vão além da questão educacional", aponta Tatiana Prazeres. "São parcerias científico-tecnológicas, parcerias de negócios que se abrem, oportunidades de investimentos que surgem, enfim, é um estreitamento de vínculos e um adensamento da relação entre os dois países."

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Escalada da USP no ranking mundial


A publicação é editada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/SP)
http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/capa_pb.jpg
Reconhecida há décadas como a melhor instituição superior de ensino do país, a Universidade de São Paulo (USP) vem agora, pouco a pouco, sendo também referendada como uma das melhores do mundo. Pelo menos é isso o que respeitáveis entidades dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia têm mostrado, instituições dedicadas a avaliar a qualidade das universidades em nível global e que tornam públicas suas conclusões quase sempre na forma de rankings. Só neste ano, a USP já apareceu com destaque em três cobiçadas listas. Na avaliação da Times Higher Education (THE), do Reino Unido, ela figura entre as 70 universidades com melhor reputação no mundo, e é a única representante latino-americana entre as cem primeiras. A pesquisa da THE ouviu 17.554 acadêmicos e pesquisadores de 137 países. O ranking é liderado pela Universidade Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos dos EUA, e pela britânica Universidade de Cambridge.
Já no Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês), elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, de Xangai, na China, a USP é apontada, entre 682 instituições de todos os quadrantes, como a universidade que mais forma doutores no planeta. Ainda no mesmo ranking chinês ela surge como a terceira colocada na lista das maiores no montante da verba anual destinada à pesquisa (entre 637 universidades), a quinta em número de artigos científicos publicados (entre 1.181) e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado (entre 286). A USP ainda ocupa a 20ª colocação no ranking mundial que classifica as instituições de ensino superior pela relevância na internet, o Webometrics, organizado pelo grupo de pesquisa Cybermetrics Lab, do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha, tendo ficado em primeiro lugar entre as latino-americanas.
A impressionante escalada internacional levada a efeito pela universidade que enche os paulistas de orgulho não é de agora, já tendo sido registrada em 2011 e 2010. No ano passado, nove cursos da USP apareceram entre os 200 melhores do mundo na lista da TopUniversities, seis deles da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). E se a Universidade de Xangai colocou a grande escola na 102ª posição em sua classificação geral, pôs seu curso de medicina na 76ª posição – o único, entre os brasileiros, a figurar no top 100.
A instituição também fez bonito no ranking de 2010 do SCImago Institutions Rankings (SIR), que avaliou as atividades de mais de 600 universidades no intervalo compreendido entre 2003 e 2009. A USP foi a 13ª universidade com mais publicações no mundo, totalizando naquele período mais de 40 mil textos. No ranking 2003-2008, ela havia publicado quase 38 mil artigos – mais que o dobro da segunda colocada na América Latina, a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) –, o que conferiu à USP a 19ª colocação.
Com tanto reconhecimento e visibilidade, não chegou a causar espanto quando, no início deste ano, a revista americana “Foreign Policy” recomendou a USP como um destino atraente para pesquisadores e atletas que não conseguiram aprovação nas universidades mais prestigiadas daquele país, como a de Harvard e o MIT. No guia constavam somente nove alternativas internacionais, e a brasileira era a única representante latino-americana. A lista também incluiu universidades do Canadá, Reino Unido, Espanha, Suíça, Japão, Hong Kong, África do Sul e Austrália. “A posição da USP em todos esses rankings mostra que estamos trafegando o caminho da excelência”, rejubila-se o reitor João Grandino Rodas, à frente da instituição desde 2010. “Mas sempre há o que melhorar”, ressalta.
Internacionalização
O mais surpreendente na ascensão da USP no cenário acadêmico mundial é a rapidez com que isso aconteceu, considerando que, até poucos anos atrás, a instituição patinava nos últimos postos e era olhada como uma típica universidade de Terceiro Mundo. No ano passado, a revista inglesa “The Economist” comentou o destaque obtido pela escola entre as congêneres dos países pobres, afirmando que, hoje, “nenhuma outra universidade na região faz frente a ela”. Na opinião do orgulhoso corpo dirigente da escola, esse reconhecimento não chegou por acaso – muito menos por favor –, e só parcialmente tem a ver com a inédita expansão do Brasil no cenário internacional, que, não há como negar, deu maior visibilidade às instituições de ensino superior do país.
O pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, entende, por exemplo, que o avanço da universidade de alguma maneira reflete o esforço de internacionalização levado a efeito nos últimos anos, com o crescimento planejado de pesquisas em colaboração com escolas de outros países e a consequente presença nas páginas de revistas científicas de renome. A universidade mantém ainda cerca de 600 convênios internacionais em vigor, e algo como dois ou três novos acordos do gênero são assinados toda semana.
“Sem essa decisão de dar maior fôlego ao intercâmbio, o reconhecimento certamente não seria o mesmo”, comenta Zago. “A USP já é tida como uma parceira e não mais como uma instituição que recorre às escolas de países desenvolvidos para buscar ajuda. Isso é tão perceptível que a posição no ranking da THE, embora seja inédita, não é de modo algum inesperada”, afirma. Ainda segundo Zago, a Universidade de São Paulo tem também uma longa tradição de valorização da excelência – condição indispensável para a ascensão na carreira universitária – e continua a selecionar bem os alunos. Seu vestibular, de fato, está entre os mais competitivos do Brasil. Cursos como os de engenharia e medicina costumam ter mais de 50 candidatos por vaga.
A histórica importância da universidade para a cultura, a economia, as ciências e a política brasileira seriam outros diferenciais. São dezenas os engenheiros, médicos, cientistas sociais, pesquisadores e arquitetos de projeção que passaram pelos bancos da USP. Mais de uma dezena de presidentes brasileiros se formaram ali, a exemplo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso e do advogado Jânio Quadros, que se graduou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, daquela instituição, de onde também saíram 53 formandos que um dia seriam guindados ao cargo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O pró-reitor de Pós-Graduação, Vahan Agopyan, vai mais além. A seu ver, a valorização da universidade no plano externo devia ter vindo há muito tempo, pois a USP tem impressas em seus genes a pesquisa (em seu sentido amplo, incluindo as áreas de humanidades) e a inovação, assim como o intercâmbio internacional, importantes critérios de excelência considerados pelas entidades ranqueadoras.
“A USP foi criada em 1934 por meio do agrupamento de algumas faculdades já existentes, como as de Agronomia, Direito, Farmácia, Medicina e a Politécnica, e tinha em mira, desde o início, transformar-se numa instituição voltada para a pesquisa e o desenvolvimento do conhecimento”, afirma Agopyan. Segundo ele, essa linha nunca foi abandonada. Para comprovar isso, Agopyan cita o expressivo número (em torno de cem, anualmente) de pedidos de registro de patentes pela USP – uma prática que só se tornou mais comum nas escolas superiores brasileiras a partir da década de 1990 –, que só a coloca atrás, no país, da também paulista Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Celeiro de mestres
Portanto, trata-se de algo que não começou ontem. Agopyan afirma que, em 1965, quando foram consolidadas as diretrizes da pós-graduação no Brasil, a USP tinha um número expressivo de docentes com doutorado. E ela já se destacava como a universidade que supria, na prática, a demanda do país por mestres e doutores – cuja ascensão acadêmica depende fundamentalmente de trabalhos de pesquisa e de inovações dos mais variados gêneros. “Ainda nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil era obtida na USP, um número que, apesar de ter encolhido para 20% do total, continua sendo representativo diante da multiplicação dos cursos universitários no país”, sublinha o pró-reitor da USP. “Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação”, destaca. A USP conta com um quadro de quase 23 mil alunos de pós-graduação (de um total de mais de 80 mil estudantes) e, em 2011, titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres – números que se mantêm estáveis há quase duas décadas.
Agopyan salienta a importância da chamada “Missão Francesa” para a criação da universidade e o progresso que ela tem experimentado. Composta por professores e intelectuais do porte de Claude Lévi-Strauss, Roger Bastide e Fernand Braudel, ela ajudou a formatar vários cursos, como o de história e o de ciências sociais. “Mas não foram apenas os franceses que ajudaram a USP a se desenvolver. Ainda nas décadas de 1930 e 1940, lecionaram e pesquisaram na instituição muitos intelectuais italianos, alemães, poloneses, húngaros e americanos”, conta o pró-reitor de Pós-Graduação. “Essa tradição nunca foi interrompida, embora a participação de professores estrangeiros tenha naturalmente diminuído depois da Segunda Guerra Mundial.”
Ainda de acordo com Agopyan, os professores estrangeiros que pisaram solo brasileiro em anos de conflitos não beneficiaram apenas a USP, mas outras instituições de ensino superior do país, já que lecionavam em vários locais. De qualquer modo, eles acabaram indissociavelmente ligados à história da USP, que também é mundialmente reconhecida no circuito acadêmico por causa dessa gênese. Hoje ela é vista como herdeira de uma tradição universitária de fortes raízes europeias, ainda que cultivada de um jeito bem brasileiro, que, sem lhe descartar o vigor, em nada lembra a lendária formalidade das grandes universidades do Velho Mundo. Formado, no ano passado, pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME), Cássio Antonio da Cunha diz que não se esquecerá tão cedo do tanto que penou para acompanhar o conteúdo de algumas disciplinas. “Há professores com níveis de exigência simplesmente absurdos. Se o aluno faltar a uma aula, não terá como recuperar a matéria perdida”, conta.
A austeridade associada à informalidade, de qualquer maneira, é do pleno agrado dos estudantes estrangeiros que cursam a USP, cujo número e diversidade étnica vêm aumentando e já não se limitam mais aos tradicionais vizinhos latino-americanos. Entre os mais de 2 mil estudantes de fora matriculados já é possível encontrar europeus (principalmente franceses), africanos e asiáticos, a maioria vinda por meio de intercâmbio. O austríaco Patrick Voller é um deles. Cursando o mestrado no FH Joanneum – University of Applied Sciences, na cidade de Graz, na Áustria, ele chegou no começo deste ano para estudar na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. Ele justifica a escolha pelo fato de o Brasil se constituir, hoje, num importante mercado emergente, com grande potencial de crescimento. “Além disso, a USP é a melhor universidade da América Latina. Aqui se forjam os futuros líderes políticos e econômicos do Brasil”, diz Voller, que vai ficar no país até o final do ano. Ele sustenta que sentirá falta dos professores “atenciosos e excelentes”, da vida social e das famosas festas da USP e do próprio tamanho das instalações e do campus, com seus espaços poliesportivos e suas amplas áreas verdes.
Gigantismo
Voller não é o único estrangeiro assombrado com o tamanho da Universidade de São Paulo. De certa forma, os espaços descomunais da escola a ajudaram também a ganhar pontos nos rankings internacionais, já que poucas instituições de ensino mundo afora são tão grandes e oferecem tantos cursos. A USP disponibiliza 229 opções de graduação, atuando de forma abrangente nas três grandes áreas do conhecimento – humanidades, ciências biológicas e ciências exatas –, ao contrário da maioria das universidades do exterior, que normalmente se dedicam a uma delas.
Assim, não causa espanto seu gigantismo. A USP ultrapassou há tempos os limites da Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira (homenagem ao político que teve papel fundamental em sua criação, ao lado do jornalista Júlio de Mesquita Filho), no bairro do Butantã, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Ela mantém unidades de ensino em sete cidades do interior – Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Sebastião – e ficou mais encorpada na capital paulista com a fundação, na Zona Leste, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each).
Além de 48 unidades de pesquisa e ensino, 29 das quais na cidade de São Paulo (onde também fica a reitoria), a USP ainda mantém quatro museus, dois hospitais, um centro de práticas esportivas – o maior da América Latina – e diversos órgãos especializados voltados especificamente para a rotina da universidade. Também se vinculam a ela vários órgãos públicos estaduais que se pautam pelo ensino, pesquisa e extensão universitária, e alguns parques tecnológicos – uma modalidade mais avançada de incubadora de empresas.
O mais incrível, porém, é que a USP atingiu esse porte e essa importância com pouquíssimo dinheiro, na comparação com os valores investidos por algumas universidades do exterior. A Universidade Harvard, por exemplo, tem um orçamento anual quase sempre 20 vezes superior ao da USP e um número total de alunos 60% menor. A USP desembolsa menos de R$ 40 mil por aluno, montante que em Harvard chega a quase R$ 3 milhões. Na Universidade de Oxford, na Inglaterra, cuja comunidade estudantil é 70% inferior à da USP, o investimento em cada aluno é de R$ 150 mil.
Gratuita, a Universidade de São Paulo é mantida, principalmente, por dotação orçamentária fixa repassada pelo governo estadual, por meio da arrecadação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – o que faz da universidade uma das poucas instituições públicas do país com autonomia financeira. Seu orçamento, nos últimos anos, tem ficado pouco acima de R$ 2,5 bilhões, o que não é muito para uma escola com sua expressão, mas o suficiente para livrá-la de problemas mais sérios no plano financeiro.
O dinheiro de doações – que chegam a responder por um terço do orçamento de algumas universidades americanas – é insignificante na USP e, mesmo assim, a ajuda é quase sempre física e não monetária. Os 20 mil livros da “Coleção Brasiliana” doados pelo empresário José Mindlin – que ocuparão um prédio em fase final de construção no campus do Butantã – e uma fazenda presenteada à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba, são as mais recentes doações físicas de vulto.
A USP recebe também verbas de instituições de fomento à pesquisa e ao ensino superior, como a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Esta última repassou à universidade, no ano passado, algo em torno de R$ 500 milhões. Outra fonte de arrecadação são as parcerias com fundações privadas, que utilizam pesquisadores e instalações da USP em troca de verbas e transferências de know-how.
Embora questionadas por alguns críticos – que encaram a ajuda externa como um processo de privatização (pelo menos parcial) da universidade –, essas parcerias são comuns na maioria das universidades, especialmente no hemisfério norte. Elas são vistas pelo atual corpo dirigente da USP como essenciais não só para o desenvolvimento tecnológico do país como, também, para proporcionar um mínimo de folga financeira à instituição, além de representar um passo adiante na estratégia de ombrear a USP às grandes universidades de fora.
“Produtivismo”, um fator negativo?
Há quem diga que a boa posição da USP no ranking mundial também deveria ser debitada à lógica “produtivista” que, segundo se afirma, teria tomado conta da instituição nos últimos anos. Produz-se muito, mas haveria pouco apoio à pesquisa em áreas desinteressantes para o mercado, como as ciências humanas. A recente decisão da USP de implantar um novo regimento de pós-graduação – semelhante ao americano, e que apressa a produção acadêmica e estreita os sistemas de avaliação – jogou ainda mais lenha na fogueira.
Não há dúvida de que os tempos mudaram, e a USP também se transformou. O professor Adriano Biava, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), diz que é notório que a concepção neoliberal de “Estado limitado” teve reflexos na universidade, desde os anos 80 do século passado.
“Teme-se um viés mais teórico”, comenta Biava. Ele observa que “os egressos da FEA, hoje, se destacam pela forte formação quantitativista, que os credencia mais para o mercado financeiro, na atualidade o maior absorvedor de formandos, do que para outras áreas”.
A USP não abriu mão de manter em sua grade disciplinas que poderiam ser consideradas de erudição desconcertante, e para muitos de utilidade duvidosa. A professora Patricia Carvalhinhos, que coordena a tradicional área de línguas indígenas do Brasil no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), observa que tem decrescido o número de alunos que procuram certas disciplinas não obrigatórias, como a Toponímia (estudo linguístico ou histórico do nome próprio de lugares, sua origem e evolução), mas garante que o interesse continua. “Muitos alunos vêm para a universidade cursar a disciplina por indicação de colegas, e não se arrependem”, afirma. Patricia completa dizendo que, além de ser bastante útil, pois a toponímia indígena está em toda parte no Brasil, “a disciplina cativa, principalmente, pelo encanto que gera e pelos conhecimentos geográficos, históricos e culturais que dissemina”.
Mestre e doutor, títulos cobiçados
Uma parcela dos estudantes deseja se formar e, depois, utilizar a fama da USP para, já fora dela, arranjar um bom emprego. São muitos, porém, aqueles que também dão prosseguimento aos estudos, fazendo mestrado e doutorado, tanto que, apenas em 2011, mais de 5 mil alunos se formaram nesses dois graus.
Bruna Soares Polachin, por exemplo, graduou-se pela USP em letras (com habilitação em português e linguística) em 2010 e completará o mestrado no Programa de Semiótica e Linguística Geral no segundo semestre de 2013. “Pretendo fazer doutorado, também, mas minha prioridade é me desligar um pouco da USP e sair à procura de outras experiências”, diz. Bruna relata que seu propósito é o “doutorado sanduíche”, isto é, metade do curso concluído na USP e metade em uma universidade fora do Brasil. Ou, então, se possível, tirar o diploma estudando apenas no exterior.
Bruna quer seguir carreira universitária, dando aulas, e acredita que o fato de ter estudado na maior instituição de ensino superior do país facilitará, e muito, esse projeto, principalmente porque um dos focos da universidade é a pesquisa. “Na USP, desde o primeiro ano há diversos tipos de programas de iniciação científica, além de vários grupos de pesquisa dos quais os alunos podem fazer parte”, afirma.
Já Cleonice Demarchi, que fez o curso de direito entre 1987 e 1991, ingressou na USP porque buscava não apenas a teoria, mas também a prática da advocacia. Formada em ciências sociais por outra universidade, um curso mais direcionado para a carreira acadêmica, Cleonice sente que acertou porque logrou êxito naquilo que buscava. “Na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, os professores são, aqui fora, juízes, desembargadores e advogados militantes, além de doutrinadores com obras publicadas”, acentua. “E uma parcela significativa dos alunos começa a fazer estágio já a partir do segundo ano de curso”, ela salienta.
Antes mesmo de concluir o curso, Cleonice foi convidada para o programa de trainees de um grande banco. Depois de formada, montou um escritório com ex-colegas de faculdade e candidatou-se ao cargo de advogada do Banco do Brasil. Conseguiu o emprego. “O fato de eu ter me formado na São Francisco pesou bastante”, afirma. “Aliás, muitos advogados do Banco do Brasil que conheci naquela época também haviam estudado na USP”, finaliza.
(Revista Problemas Brasileiros, edição julho/agosto 2012)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PIS/Pasep

Pagamento de 1 salário mínimo  começa hoje; entenda
15 de agosto de 2012 • 07h00

A partir de hoje, Caixa e Banco do Brasil iniciam o pagamento do abono salarial PIS/Pasep a cerca de 21,4 milhões de beneficiados, segundo o Ministério do Trabalho. Tem direito a receber o abono o trabalhador que: teve os dados informados na RAIS pelo empregador e que tenha sido cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; tenha trabalhado com carteira assinada ou ter sido nomeado efetivamente em cargo público durante pelo menos 30 dias no ano-base; e tenha recebido em média até dois salários mínimos de remuneração mensal durante o período trabalhado. O valor do benefício é de um salário mínimo.O ministério informou ainda que para os trabalhadores que recebem os depósitos em conta ou convênios para pagamento em folha já terão os valores depositados em julho. Ao todo, R$ 13,4 bilhões serão gastos. As dúvidas quanto aos direitos ao PIS podem ser tiradas na página da Caixa na internet ou pelo telefone 0800 726 0101. O pagamento do PIS segue calendário conforme os números finais de inscrição e vai até 28 de junho de 2013. Já o benefício do Pasep será dividido pelas datas de aniversário dos beneficiários, mas também vai até o dia 28 de junho do ano que vem.Confira as datas de pagamento do PIS (Caixa)
Final 0 e 1 - de 15 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Final 2 e 3 - de 22 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Final 4 e 5 - de 29 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Final 6 e 7 - de 05 de setembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Final 8 e 9 - de 12 de setembro de 2012 a 28 de junho de 2013


Confira as datas do Pasep (Banco do Brasil)
Nascidos em Julho - de 15 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Agosto - de 22 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Setembro - de 29 de agosto de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Outubro - de 12 de setembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Novembro - de 19 de setembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Dezembro - de 26 de setembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Janeiro - de 9 de outubro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Fevereiro - de 17 de outubro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Março - de 24 de outubro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Abril - de 13 de novembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Maio - de 21 de novembro de 2012 a 28 de junho de 2013
Nascidos em Junho - de 28 de novembro de 2012 a 28 de junho de 2013